Saltar al contenido
Portada » Kamarada Karlotti, poema de Carlos d´Abreu

Kamarada Karlotti, poema de Carlos d´Abreu

KAMARADA KARLOTTI

poeta das madrugadas rebeldes

afinal antes de fenecer a noite

renasceram os teus versos

na pena deste galego de cá

trasmontano que bebe o vinho

dos socalcos erguidos

com o sangue do teu povo

do meu povo

neste doiro sempre esquivo

que em «adoráveis derrotas”

entre as montanhas da lua

me “ensinou o amanhecer”

é um rio que derrama no mar

e logo descortina o norte salgado

cavalgando então as ondas

para ajudar a adocicar

o teu viver marinheiro

nas costas das rias bravas

só depois então se dilui

montado nas nuvens brancas

dos cavalos de neptuno

e no regresso o rio me traz

um cabinho do teu mar

no murmúrio das náiades

descerá o poema no anverso

desta “quinta-feira salvo

a lua” assim como as

“mensagens dos días aziagos”

engarrafadas em “postais de fumo”

e uma vez acopladas

ás anteriores odes de

gritos por ti cantadas

juntar as havemos

na língua de gemelga-irmã

para que possam insurgentes

e alegres caminhar e renascer

SEMPRE SELVAGENS

nas “barricadas en flor”

Saúde e Liberdade!

Lousa do Douro, em 19 de Abril 2020, 

durante o recolhimento decretado por razôes de orden sanitaria

e no dia em que conclui a tradução de

de poemarios do internacionalista Karlotti Val, dinamizador da “Semana de Poesía Salvaxe (que comemora o 25 de Avril portugues), tudo para uma sua antologia na Língua de Camôes.

(Poema incluido no libro “CAMINHOS DE SIRGA” de @Carlos d´Abreu)

Foto de Pepe Posse

Comparte

Deja una respuesta

Tu dirección de correo electrónico no será publicada. Los campos obligatorios están marcados con *